sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Projeto inicial de pesquisa sobre o conhecimento em filosofia antiga

Questões elaboradas por sandra fasolo
_projeto não desenvolvido, caso sirva para alguém, fique à vontade_ 1. Título: O problema do conhecimento e do pensamento em Platão e Aristóteles 2. Objetivo da Pesquisa: Verificar o problema do conhecimento e do pensamento a partir de uma abordagem ontológica através da filosofia platônica e aristotélica, com a finalidade de auto-sistematizar o ‘meu próprio conhecimento’. Situa-se o problema de pesquisa no início do pensamento filosófico, isto é, a partir da Teoria das Idéias de Platão, tendo como referencial teórico os Diálogos Platônicos, principalmente o Teeteto, relacionando-o com o processo de conhecer e de pensar. Estabelecer, após, principais diferenças quanto ao problema do conhecimento entre Platão e Aristóteles, possuindo como referencial do pensamento aristotélico a obra Metafísica, com ênfase no Livro Alfa. 3. Justificativa do Problema de Pesquisa: Justifica-se a pesquisa considerando que o problema do conhecimento converte-se num ponto básico para toda e qualquer fundamentação teórica do estudante de Filosofia. Por que estudar o Teeteto de Platão? Por que estudar a Metafísica de Aristóteles? É certo que muito já foi discutido e escrito sobre a filosofia clássica e, com certeza, torna-se de certa forma redundante abordar uma questão já tão pesquisada ao longo de mais de vinte séculos. No entanto, o estudo aqui apresentado tem o intuito de um auto-conhecimento a respeito do assunto. A exposição da questão decorre dos seguintes questionamentos: No que se refere a Platão: 1. Qual o limite dentro do nosso próprio pensamento entre o pensar e o conhecer, se o pensamento remete a um conhecer e o conhecimento, por sua vez, remete a um pensamento? 2. Qual a relação entre pensar e conhecer dentro do nosso próprio pensamento segundo Platão? 3. Como se dá o processo do pensar e do conhecer? 4. Como posso chegar a conhecer algo? Quais os modos pelos quais, a partir de Platão, posso chegar a conhecer e qual desses modos é o mais próximo da verdade? 5. O que é a verdade para Platão? 6. Até que ponto posso chegar a conhecer algo se este algo, segundo Platão, encontra-se de forma distinta no mundo sensível e no inteligível? 7. O que posso conhecer remete ao mundo sensível? 8. O que posso pensar remete ao mundo inteligível? 9. O que não posso conhecer verdadeiramente está no mundo inteligível e só posso aprender em parte? 10. Se só posso conhecer algo que não muda, que é imutável, o que podemos conhecer verdadeiramente? 11. Por outro lado, nesta questão anterior, está implícito que a imutabilidade refere-se ao objeto a ser conhecido. Surge uma outra questão: preocupo-me com a imutabilidade do objeto, mas e a mutabilidade do ser que conhece o objeto posiciona o problema do conhecimento em uma outra dimensão, pois tanto sujeito cognoscente como objeto cognoscível não são imutáveis. Portanto, como posso ter certeza de que a medida que vou conhecendo o objeto, não estou eu, enquanto pesquisador, imerso numa mutabilidade do universo capaz de desviar o meu pensamento do ser-objeto que quero conhecer? E, mais ainda, como posso conhecer o meu próprio pensamento, se eu próprio me encontro em permanente devir e o objeto a ser conhecido, sendo o meu próprio pensamento, está ou é este mesmo devir? No que se refere a Aristóteles: 1. Como Aristóteles concebe o ato de conhecer e o pensamento em si mesmo? 2. Tendo em vista que a Teoria Aristotélica difere da de Platão, como se dá o verdadeiro conhecimento para este pensador? De que forma pode-se chegar ao conhecimento? 3. Onde se insere o nosso pensamento nesse processo? 4. Existem níveis de conhecimento? 5. Quais as principais diferenças entre Platão e Aristóteles no que se refere ao ato de conhecer algo verdadeiramente?
1 semestre de Filosofia_ 1998

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